Iniciando a conversa por meio de conseguir permissão

Iniciando a conversa

  • Comece com uma pergunta geral
  • Conecte aos sintomas ou outros problemas que o
    paciente afirmou
  • Consulte outras medidas clínicas
  • Basta perguntar

Iniciando a conversa

 

Para iniciar uma conversa com os pacientes sobre o excesso de peso, é importante antes pedir permissão.3 Sem permissão, falar sobre peso pode ser um tópico sensível e não muito bem-vindo.
 

Diferentes maneiras para obter a permissão
  

Comece com uma pergunta geral

  • Me conte mais sobre porque você veio aqui hoje.
  • Você tem quaisquer outras preocupações com a saúde que você gostaria de falar?

Conecte aos sintomas ou outros problemas que o paciente afirmou

  • O excesso de peso pode ser a causa de alguns dos seus problemas de saúde. Tudo bem se conversarmos sobre como a perda de peso poderia ajudá-lo com esse problema?
  • Você acha que seu peso pode estar contribuindo para o problema que está tendo?

Cite outras medidas clínicas

  • Notei que seu índice de massa corporal, IMC, é alto, o que significa que você está com execesso de peso para uma pessoa da sua altura. Isto pode afetar a sua saúde. Tudo bem se nós falarmos sobre o seu peso?
  • Olhando os resultados dos seus exames anteriores, acredito que possa ser benéfico discutir como o controle de peso pode ajudar a melhorar esses resultados.

Basta perguntar

  • Tudo bem se nós conversarmos sobre o seu peso?


Se o paciente não parece disposto ou está relutante em discutir o controle de peso, você pode resumir e indicar que o paciente não está preocupado com o seu peso no momento. Você pode, então, assegurar ao paciente que se o peso se tornar uma preocupação no futuro, a conversa pode ser retomada.

Perguntas iniciais
Perguntas iniciais

Perguntas iniciais

Faça as perguntas para ajudar a estabelecer uma linha inicial para medir o progresso futuro

Perguntas iniciais


Após obter permissão para discutir o peso, faça perguntas que estabelecerão um ponto inicial a partir do qual o progresso futuro poderá ser medido. As respostas das perguntas iniciais vão te ajudar a avaliar ideias, preocupações e expectativas do seu paciente1
 

Você também pode encontrar discrepâncias entre hábitos do seu paciente e seus objetivos pessoais. Veja Entrevista motivacional ou "Guia de Entrevista Motivacional" no material de Educação Profissional


Assim que você tiver feito suas perguntas iniciais, resuma o que seu paciente lhe contou sobre como o peso está afetando a sua vida.


Alguns exemplos de perguntas iniciais

  • Como o seu peso o está afetando fisicamente (dor, fadiga)?
  • Como o seu peso o está afetando funcionalmente?
  • Existem coisas que você não consegue fazer devido ao excesso de peso?
  • Como o seu peso o está afetando emocionalmente?
  • Liste as 3 principais razões pelas quais você gostaria de perder peso.
  • Você já discutiu o seu peso com um profissional de saúde no passado? Por que sim ou por que não?

Resuma

  • Se estou entendendo bem, você está preocupado com o modo como seu peso está afetando sua saúde e sua vida, e que você gostaria de perder peso, mas não sabe ao certo como. Estou certo?
     
Aconselhando sobre os riscos que o excesso de peso traz a saúde

Aconselhando sobre os riscos que o excesso de peso traz a saúde

Discutindo os riscos do excesso de peso e como a perda de peso pode reduzir esses riscos

Aconselhando sobre os riscos que o excesso de peso traz a saúde


Para equilibrar a conversa sobre os riscos de saúde associados com o excesso de peso, considere aconselhar o seu paciente sobre como até mesmo uma modesta perda de peso sustentada de 5% a 10% pode melhorar a sua saúde e reduzir os riscos de comorbidades.1


Na sequência da conversa descrita abaixo, explique que o próximo passo é fazer perguntas que se concentram em como o peso do seu paciente mudou no passado e que isso pode ajudar a formular um plano para controle de peso. Consulte a próxima seção, histórico de peso.


Você tem alguma pergunta sobre o que significa IMC alto?
 

  • Você tem dúvidas sobre o que significa ter um IMC alto?

    O IMC é uma medida que ajuda a determinar se uma pessoa está com excesso de peso para sua altura.2 IMC não é uma medida completa da saúde, então examinamos outras medidas, como circunferência abdominal, pressão arterial e níveis de colesterol, que indicam o que deve ser abordado sobre a sua saúde.1
  • Pelo seu IMC alto, também estou preocupado com os riscos de saúde associados3
  • A perda de peso de apenas 5% do seu peso corporal pode melhorar sua saúde e reduzir seus riscos4
  • Atingir 5% de perda de peso é um processo que começa com fazer algumas mudanças específicas de estilo de vida em seus hábitos alimentares, aumentar sua atividade física, e discutir outras opções de tratamento3
  • Eu posso apoiá-lo em seus esforços para melhorar sua saúde e perder peso.
     
Objetivos do histórico de peso direcionado


Referências:

1. World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO consultation. World Health Organ Tech Rep Ser. 2000;894:1-253. 2. American Medical Association. AMA adopts new policies on second day of voting at annual meeting. http://www.ama-assn.org/ama/pub/news/news/2013/2013-06-18-new-ama-policies-annual-meeting.page. Accessed March 11, 2015. 3. Mechanick JI, Garber AJ, Handelsman Y, Garvey WT. American Association of Clinical Endocrinologists' position statement on obesity and obesity medicine. Endocr Pract. 2012;18(5):642-648. 4. Allison DB, Downey M, Atkinson RL, et al. Obesity as a disease: a white paper on evidence and arguments commissioned by the Council of the Obesity Society. Obesity. 2008;16(6):1161-1177. 5. Jensen MD, Ryan DH, Apovian CM, et al; American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines; Obesity Society. 2013 AHA/ACC/TOS guideline for the management of overweight and obesity in adults: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines and The Obesity Society. J Am Coll Cardiol. 2014;63(25 pt B):2985-3023. 6. Ng M, Fleming T, Robinson M, et al. Global, regional, and national prevalence of overweight and obesity in children and adults during 1980-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013. Lancet. 2014;384(9945):766-781. 7. Guh DP, Zhang W, Bansback N, Amarsi Z, Birmingham CL, Anis AH. The incidence of co-morbidities related to obesity and overweight: a systematic review and meta-analysis. BMC Public Health. 2009;9:88. 8. Must A, Spadano J, Coakley EH, Field AE, Colditz G, Dietz WH. The disease burden associated with overweight and obesity. JAMA. 1999;282(16):1523-1529. 9. Li C, Ford ES, Zhao G, Croft JB, Balluz LS, Mokdad AH. Prevalence of self-reported clinically diagnosed sleep apnea according to obesity status in men and women: National Health and Nutrition Examination Survey, 2005-2006. Prev Med. 2010;51(1):18-23. 10. Bhaskaran K, Douglas I, Forbes H, dos-Santos-Silva I, Leon DA, Smeeth L. Body-mass index and risk of 22 specific cancers: a population-based cohort study of 5.24 million UK adults. Lancet. 2014;384(9945):755-765. 11. Prospective Studies Collaboration, Whitlock G, Lewington S, et al. Body-mass index and cause-specific mortality in 900 000 adults: collaborative analyses of 57 prospective studies. Lancet. 2009;373(9669):1083-1096. 12. Hopman WM, Berger C, Joseph L, et al. The association between body mass index and health-related quality of life: data from CaMos, a stratified population study. Quad Life Res. 2007;16(10):1595-1603. 13. Finkelstein EA, Trogdon JG, Cohen JW, Dietz W. Annual medical spending attributable to obesity: payer- and service-specific estimates. Health Aff (Millwood). 2009;28(5):w822-w831. 14. Obesity Education Initiative; National Heart, Lung, and Blood Institute; National Institutes of Health; US Department of Health and Human Services. Clinical Guidelines on the Identification, Evaluation and Treatment of Overweight and Obesity in Adults: The Evidence Report. Bethesda, MD: National Institutes of Health; 1998. NIH publication 98-4083. 15. IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional de Saúde 2013. http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv94074.pdf. Acessado em Fevereiro/2016. 16. Sydall HE, Martin HJ, Harwood RH, Cooper C, Sayer AA. The SF-36: a simple, effective measure of mobility-disability for epidemiological studies. J Nutr Health Aging. 2009;13(1):57-62. 17. Mann T, Tomiyama AJ, Westling E, Lew AM, Samuels B, Chatman J. Medicare's search for effective obesity treatments: diets are not the answer. Am Psychol. 2007;622(3):220-233. 18. MacLean PS, Wing RR, Davidson T, et al. NIH working group report: innovative research to improve maintenance of weight loss. Obesity (Silver Spring). 2015;23(1):7-15. 19. ABESO. Atualização das Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da Obesidade e do Sobrepeso. http://www.abeso.org.br/uploads/ downloads/2/5521af637d07c.pdf Acessado em Fevereiro/2016.  20. Departamento de Obesidade da SBEM, ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica. Informações científicas. http://www.endocrino.org.br/ posicionamento-oficial-sibutramina-obesidade/ Acessado em 10/3/2016.